A potência de estar em grupos...
Para algumas pessoas, especialmente as mais introspectivas ou tímidas, fazer parte de um grupo pode ser um verdadeiro desafio. Mas, no fim, o ponto central é sentir-se pertencente.
Recentemente, me desafiei a entrar em um grupo de corrida, mesmo sem nunca ter corrido de verdade. Fiquei aliviada ao perceber que não havia exigência de ALTA performance, mas sim de AUTO performance.
O pessoal foi dividido em três grupos: corrida para valer, trote e caminhada. Escolhi o da caminhada… mas fomos “enganados” (no melhor sentido): teve corrida também!
Foi uma delícia, ainda que um pouco dolorosa, mas o que realmente me marcou não foi apenas correr, e sim o acolhimento.
Cheguei e fui recebida pela @mourynha fundadora do projeto @fechadoscomaverdade, com seu sotaque baiano, de Salvador, e um carisma de milhões. Bastou pouco para eu me sentir em casa.
Ainda teve café do @coffeewalkbr, a companhia de duas amigas, muita gente legal, muito frio e muita diversão também. O grupo foi ainda mais bonito por sua pluralidade — diferentes idades, histórias e perfis que se encontraram com um propósito em comum.
E trazendo essa vivência para o campo da Psicologia, especialmente nas teorias Histórico-Cultural e Social, compreendemos que grupos não são apenas um conjunto de pessoas.
Kurt Lewin já dizia que o comportamento é função das pessoas e do ambiente — e o grupo é justamente esse ambiente vivo e dinâmico. Ele oferece pertencimento, suporte emocional, troca de saberes, influência positiva sobre comportamentos e oportunidades para crescimento pessoal.
Estar nesse grupo reforçou, na prática, que é no encontro com o outro que nos transformamos. Seja correndo, caminhando ou tomando café, cada interação molda quem somos. E é aí que mora a potência.
Reflexão: Quais grupos você tem ocupado na sua vida? Como se sente neles? Esse é um bom tema para levar para a terapia.
